Câncer no pâncreas ou tumores das células pancreáticas secretoras de insulina. A função do pâncreas é liberar insulina quando necessário para regular os níveis de açúcar no sangue do Ferret. Em Ferrets com insulinoma, o tumor causa uma super produção de insulina, o que causa a queda rápida da quantidade de açúcar no sangue, ou hipoglicemia (no caso da diabetes, o oposto do insulinoma acontece: pouca insulina é produzida e o sangue fica incapaz de usar toda a glicose, fazendo com que o nível de açúcar no sangue fique perigosamente alto. Isso é a hiperglicemia).
O insulinoma pode aparecer em Ferrets de 2 anos, mas aparece mais em Ferrets após os 5 anos de idade. Um fato interessante é que o insulinoma aparece mais em machos.
Muitas vezes os sintomas demoram para aparecer. São eles:
Os sintomas podem aparecer e desaparecer rapidamente.
O diagnostico é feito verificando-se o nível de açúcar no sangue. O nível normal é entre 90 e 120, e menos que 60 é geralmente considerado diagnostico do insulinoma. Cirurgias exploratórias, raio-X e ultra-som também são úteis para detectar esses tumores. Existem casos onde não se pode operar (tumores muito pequenos, localizados no meio do pâncreas). Mas em alguns casos os tumores são nodos isolados facilmente removíveis.
Mesmo a cirurgia sendo freqüentemente uma opção e podendo parar ou diminuir o progresso do insulinoma, raramente traz a cura. Os tumores quase sempre voltam mais tarde. Uma vez diagnosticado, o Ferret pode viver mais 10 meses ou mais, com muito carinho, amor e um programa de tratamento. Alguns dos medicamentos considerados eficazes no tratamento são prednisona, diazoxido e dexametasona.
Somente o veterinário poderá determinar o que é melhor para o Ferret.
contribuição: Patricia Aust
Câncer do sistema linfático. Ferrets que têm esse tipo de câncer tem um sistema imunológico debilitado. A causa do linfosarcoma (LS) é ainda um mistério. Influencias do meio ambiente e genéticas são os possíveis fatores.
Alguns especialistas estão convencidos que este câncer está diretamente ligado com algum tipo de vírus. O LS algumas vezes aparece em Ferrets que dividem a mesma gaiola, reforçando a idéia do vírus (e que o câncer se transmite entre os Ferrets).
O LS não é facilmente notado, mas alguns dos sintomas são:
Somente o veterinário poderá determinar o que é melhor para o Ferret.
contribuição: Patricia Aust
O QUE É CARDIOMIOPATIA DILATADA?
É a doença cardíaca mais comum nos furões. Por alguma razão, as células musculares do coração começam a morrer. Em conseqüência, o coração enfraquece e deixa de bombear adequadamente. A cada contração do coração, algum sangue permanece na câmara enquanto mais sangue entra. Da mesma forma que a parede de um balão fica mais fina à medida que mais ar entra, a parede do coração começa a esticar e a ficar mais fina, e o tamanho do coração aumenta. O coração fica ainda menos capaz de bombear e a doença progride. À medida que o fluxo do sangue diminui, a parte líquida do sangue tende a escapar para fora dos vasos sangüíneos e a acumular no peito ou no abdômen.
Outro tipo, menos comum, de cardiomiopatia encontrada em furões é a chamada cardiomiopatia hipertrófica. Nesta, o coração também aumenta mas porque as paredes do coração realmente ficam mais grossas. A câmara do coração fica menor, e menos sangue pode ser bombeado. Esta forma hipertrófica é tratada com medicamentos diferentes da forma dilatada. Por isto é importante determinar qual o tipo da cardiomiopatia que o furão apresenta.
Dilated Cardiomyopathy |
Hypertrophic Cardiomyopathy |
![]() |
|
LA Left atrium LV Left ventricle |
RA Right atrium RV Right ventricle |
O QUE CAUSA A CARDIOMIOPATIA DILATADA?
A causa da cardiomiopatia dilatada em furões é desconhecida. Nos gatos, ela foi relacionada com a deficiência de taurina na dieta. Em cães, parece haver um componente genético, já que certas raças como Doberman Pinschers e Boxers têm incidência maior. O papel da nutrição e da genética no desenvolvimento da cardiomiopatia dilatada em furões ainda não foi determinado.
QUAIS SÃO OS SINAIS DA CARDIOMIOPATIA DILATADA?
Os furões que apresentam cardiomiopatia geralmente têm dois anos de idade ou mais. Eles desenvolvem uma velocidade respiratória mais acelerada e podem ter tosse. Quando os sinais aparecem, já houve bastante dano no coração. À medida que a doença progride, o furão pode pe diminuir o apetite, perder peso e ficar letárgico. Ascite (acumulação de líquido no abdômen) pode ocorrer, dando-lhe uma aparência barriguda. O líquido pode também acumular no peito, e tornar difícil a respiração.
COMO DIAGNOSTICAR A CARDIOMIOPATIA DILATADA?
Quando um furão apresenta os sinais acima, é possível que tenha uma doença cardíaca, apesar de a doença ser de difícil diagnose nos estágios iniciais. O veterinário pode ouvir um sussurro no coração. As radiografias (raio-x) mostrarão um coração aumentado e possivelmente líquido no peito e/ou no abdômen. Ultrassom também pode ser usado para visualizar o coração. Um teste especial chamado ecocardiografia pode ser necessário para confirmar o diagnóstico. Ele pode distinguir se o coração está aumentado em virtude do afinamento das paredes (forma dilatada) ou do engrossamento das paredes (forma hipertrófica). Um EKG pode ser feito para maior avaliação da saúde do coração. Freqüentemente se faz um exame de heartworm para verificar se a causa da doença cardíaca é uma infecção por heartworm. Exames laboratoriais básicos com a contagem sangüínea completa (CBC)e o painel químico serão realizados para verificar a existência de uma doença subjacente ou a contra-indicação de algum medicamento durante o tratamento.
COMO TRATAR A CARDIOMIOPATIA DILATADA?
O tratamento tem dois componentes. Um para diminuir o acúmulo de líquido e o outro para aumentar o fluxo de sangue e o oxigênio no corpo.
DIMINUIÇÃO DA ACUMULAÇÃO DE LÍQUIDO: Reduzir o sal na dieta do furão, para reduzir a quantidade de líquido produzidono peito e abdômen, apesar de alguns furões não gostarem dessa dieta. É importante não dar ao furão nenhuma comidinha, ou medicamentos herbais, ou suplementos contendo muito sal. Ele vai tomar um diurético, como Lasix, que auxiliará na remoção do líquido acumulado.
AUMENTO DO FLUXO SANGÜÍNEO E OXIGÊNIO: Se o furão estiver com dificuldade respiratória, ele pode receber suplemento de oxigênio no início do tratamento.Pode tomar também bronquiodilatadores como aminofilina, para aliviar a dificuldade respiratória. Medicamentos como digoxina podem ser dados para aumentar a força das contrações do coração. Outros medicamentos como enalapril podem ser dados para dilatar os vasos sangüíneos, facilitando o bombeamento do sangue pelo coração.
É importante que os furões com cardiomiopatia dilatada não se estressem. Eles são mais propensos a insolação, portanto, controle cuidadosamente sua temperatura ambiente. Um furão com esta doença precisa ser mantido separado dos outros, para que possa repousar e comer adequadamente. Não o deixe se exercitar muito. Se ele estiver muito gordo, providencie uma dieta para emagrecer, orientada cuidadosamente pelo seu veterinário.
QUAIS SÃO OS PROGNÓSTICOS PARA UM FURÃO COM CARDIOMIOPATIA DILATADA
Se a doença for diagnosticada logo, E tratada adequadamente, os furões que a têm podem viver por vários meses e até por dois anos.
Hillyer, EV; Brown, SA. Ferrets. In Birchard, SJ; Sherding, RG (eds.) Saunders Manual of Small Animal Practice. W.B. Saunders Co. Philadelphia, PA; 1994. Hoefer, HL. Heart disease in ferrets. In Bonagura, JD (ed) Kirk's Current Veterinary Therapy XIII: Small Animal Practice. W.B. Saunders Co. Philadelphia, PA; 2000. Stamoulis, ME; Miller, MS; Hillyer, EV. Cardiovascular diseases. In Hillyer, EV; Quesenberry, KE (eds.) Ferrets, Rabbits, and Rodents: Clinical Medicine and Surgery. W.B. Saunders Co. Philadelphia, PA; 1997.
Autor: Holly
Frisby, DVM, MS
Veterinary Services Department, Drs. Foster & Smith, Inc.
Somente o veterinário poderá determinar o que é melhor para o Ferret.
contribuição: Ana Paola Casali
Por Bruce Williams, DVM, DACVP
Chefe do departamento de Telemedicina
Instituto de Patologia das Forças Armadas
Washington, DC 20306-6000
http://www.afip.org
A cardiomiopatia é uma causa muito comum de doenças cardíacas em grande número de animais domésticos, incluindo cães e gatos e também, como muitos donos e criadores sabem, no nosso amiguinho o furão.
A palavra cardiomiopatia é formada de três palavras gregas, e significa literalmente "doença do músculo do coração", e isto infelizmente é quase tudo do que se sabe sobre essa doença.
Não se sabe o que causa a cardiomiopatia tanto no furão quanto nos cães e gatos. Nos humanos, que foram os primeiros nos quais a cardiomiopatia foi diagnosticada e foi mais extensivamente estudada, as causas também são muito desconhecidas, embora se saiba que alguns tipos de cardiomiopatia possam ocorrer como resultado de doenças endócrinas pre-existentes, de doença viral, intoxicação (incluindo alcoolismo), e deficiências nutricionais (Robins, 1989). No gato, foi descoberta uma causa de cardiomiopatia, e embora a mesma relação não tenha sido ainda feita no furão, pode ser também importante para este- a deficiência de taurina. (Isto é mais uma razão para que a dieta do furão contenha taurina - verifique nos rótulos das embalagens de comida de furão).
No furão, a cardiomiopatia é uma doença insidiosa- a maioria dos danos cardíacos ocorre muito antes que o dono consiga perceber que o animal está doente. O dano comum a todos os tipos de cardiomiopatia é o mesmo: a morte das fibras musculares cardíacas, que são depois substituídas com tecido cicatricial (tecido próprio de uma cicatriz). O tecido cicatricial não tem a capacidade de conduzir o impulso elétrico nem de contrair como as fibras do músculo cardíaco. À medida que as miofibras vão se perdendo, o coração enfraquece e perde a capacidade de bombear eficientemente o sangue. Isto resulta nos dois achados clínicos que constituem o sinal para o diagnóstico de doença cardíaca no furão: a) o coração dilatado e b) o "backing up", ou refluxo do sangue devido à perda de capacidade do coração enfraquecido de bombeá-lo corretamente (resultando numa síndrome conhecida como "falência congestiva do coração", explicada abaixo).
Quando o sangue reflui no furão, ele pode ir para vários lugares - pode refluir para o abdômen, causando uma barriga inchada, cheia de líquido. Adicionalmente, pode refluir para o espaço em volta dos pulmões ou para dentro dos próprios pulmões. Se o líquido entra nos pulmões, o furão pode apresentar de início uma tosse leve. À medida que a quantidade de líquido aumenta, a tosse piora, e o dono do animal notará nele uma nítida diminuição de energia. Nos estágios mais avançados da doença, os furões apresentarão uma forte dificuldade de respirar, freqüentemente devida à combinação da presença de fluido nos pulmões e no abdômen (que pressiona o diafragma, impedindo cada vez mais a respiração). Isto é que é conhecido como falência congestiva do coração.
Já vi também casos de um tipo diferente de cardiomiopatia em um pequeno número de furões, um tipo que também se vê em gatos e é conhecido como "cardiomiopatia hipertrófica" ("hypertrophic cardiomyopathy"). Nesta doença, ocorre um crescimento de fibras no coração, que se espalham por sobre o diâmetro interno do coração, diminuindo desta maneira sua capacidade de bombear o sangue que até ele chega. Os sinais clínicos deste tipo de cardiomiopatia são idênticos aos do tipo congestivo que foi discutido acima.
O diagnóstico da doença é difícil nos estágios iniciais, mas se torna progressivamente mais fácil à medida que a doença se desenvolve. Todos os sinais (coração dilatado, líquido no abdômen ou em volta dos pulmões) podem ser vistos em radiografia (ou raio-x), e este é o método mais simples pelo qual os animais afetados são diagnosticados. Testes especializados, tal como a ecocardiografia, estão disponíveis em algumas clínicas veterinárias, e podem ser usados para detectar a doença em estágios menos avançados.
Já dissemos que a cardiomiopatia é uma doença insidiosa e pregressiva. Ela não tem cura, tem apenas tratamento. O tratamento neste tipo de doença cardíaca tem de seguir em duas direções: primeiro, para diminuir a quantidade de líquido que se junta em locais anormais, e segundo, para aumentar a força de contração do coração. Diuréticos são usados para retirar o líquido excessivo do abdômen e pulmões, e para manter o volume de sangue num nível que o coração enfraquecido pode bombear. Digitalis e drogas semelhantes auxiliam no aumento da força de contração do músculo restante do coração, ajudando-o a bombear melhor.
Em casos mais precoces, o controle do volume de líquido com diuréticos pode ser o único tratamento necessário, reservando o digitalis e drogas semelhantes para o tempo em que o coração se tornar mais fraco.
Entretanto, nem todos os animais respondem bem ao tratamento. O Dr. James Fox, no seu livro Biology and Diseases of the Ferret, relata que, mesmo quando há o tratamento, o curso clínico é bastante rápido, e fracassos no tratamento são comuns. Isto reforça a necessidade de monitorar seu bichinho sempre, e comunicar qualquer suspeita que você tenha ao seu veterinário imediatamente.
Bruce Williams, DVM
Somente o veterinário poderá determinar o que é melhor para o Ferret.
contribuição: Ana Paola Casali
Uma lesão na adrenal é um tipo de câncer (ou neoplasia). Existem duas glândulas, e ambas podem desenvolver câncer, que é especialmente comum em ferrets com 3 anos ou mais, porém também há casos de ferrets com lesões na adrenal com menos idade.
As glândulas adrenais produzem hormônios. Ao lesar essas glândulas, ocorrem alterações hormonais, que fazem com que ferrets com este tipo de câncer fiquem mais irritados e cheirem mais forte. Fêmeas podem ficar com a vulva inchada, e machos podem fazer xixi em qualquer canto da casa para marcar o seu terreno, mesmo quando ele foi treinado para usar a caixa sanitária, além de tentarem realizar atos sexuais com fêmeas ou até com objetos. Existe um outro sintoma infalível de lesão na adrenal, que é a perda quase total do pelame do ferret, que começa na base do rabo e se espalha em direção ao pescoço. Existem poucas doenças no ferret que possam causar perda do pelame, e nenhuma outra moléstia possui esta característica, da perda do pêlo entre a base do rabo e o pescoço.
Além
disso, a pele do ferret fica mais ressecada e irritada, e pode ficar com aspecto
de estar mais fina. O animal pode desenvolver um comportamento mais agressivo.
Como as glândulas tentam regular os níveis hormonais enquanto podem, os sintomas podem diminuir depois de um tempo, e o pêlo pode voltar a crescer, dando uma sensação de falsa tranqüilidade. Um pouco mais tarde, o tumor estará destruindo mais tecido da glândula, e o pelame volta a cair. Este ciclo poderá ocorrer algumas vezes, e enquanto isso as chances de cura do ferret se reduzem. Um ferret vive, na média, somente 18 meses após o aparecimento do primeiro sintoma se não tratado (referência).
Se o ferret estiver perdendo pêlo na base do rabo, junto ao corpo, não adianta dar vitaminas ou trocar a ração - o certo é levá-lo para um veterinário experiente, para realizar um exame de sangue e de ultrasonografia (para ver o tamanho atual das glândulas), e ver se é melhor realizar uma cirurgia para extração do câncer antes que ele se espalhe por outros órgãos, ou se uma medicamentação poderá ser usada para regular os níveis hormonais, até que o animal esteja mais forte e que a cirurgia possa ser realizada. Existe também tratamento por drogas como Lysodren, Prednisone e Lupron (nomes nos Estados Unidos), que podem mascarar os efeitos da lesão, mas o mais comum é mesmo a cirurgia para extração dos órgãos afetados, e a criocirurgia para o congelamento do tumor com nitrogênio líquido. Mais recentemente também está sendo usada a cirurgia a laser.
No momento ainda não se sabe o que causa essa doença. Suspeita-se da exposição à luz artificial, mas ainda não há estudos conclusivos. Há um aumento na incidência dessa doença no mundo todo, tanto nos ferrets da Europa, da Austrália e dos Estados Unidos. Ao contrário do que algumas pessoas dizem, não há maior ou menor incidência dessa doença em um ou outro criador. As causas podem ser genéticas, tal como o câncer nos humanos, mas ele apenas se desenvolve se houver condições ou estímulos externos adequados. As fazendas Marshall são os maiores criadores de ferrets, é matematicamente lógico que exista maior incidência dessa doença nos ferrets vindos desse criador.
Somente o veterinário poderá determinar o que é melhor para o Ferret.
Autoria do texto e contribuição: Ulrich Peters
Acne pode aparecer ocasionalmente em ferrets de qualquer idade. Não é uma moléstia grave, mas que deve ser tratada.
É normal a acne se manifesta inicialmente na ponta do rabo, causando eventual perda do pelame. Note que é a extremidade oposta do início da adrenal (que provoca perda de pêlo na base do rabo). A acne pode ser vista a olho nú, como pontinhos pretos na pele rosada do rabo. As fotos abaixo mostram o rabo de um ferret albino na água, o que facilita a visualização desses indícios.
O tratamento da acne é muito simples, geralmente bastando lavar o rabo afetado com um sabonete/xampú bactericida. O produto a ser usado deverá ser indicado pelo veterinário.
Autoria do texto e contribuição: Ulrich Peters
ferrets não possuem ceco e portanto não podem digerir frutas e verduras?
